2013: Ano mágico

O ano ainda não acabou mas acredito que antes de Dezembro já posso fazer um levantamento desses 11 meses: Foi sensacional!

Deixe eu citar sobre os eventos em que participei, porém seria massante pois em todos falaria que foi sensacional, que conheci diversas pessoas bacanas e etc…Deixa eu listar e veja o que foi falado a respeito.

StartOnRails

http://rodrigopinto.me/2013/01/21/startonrailssp-sucesso-total/

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Guru SP

http://gurusp.org/encontros/vigesimo-oitavo-encontro-do-guru-sp
http://gurusp.org/encontros/trigesimo-primeiro-encontro-do-guru-sp

TDC 2013 – Trilha Python

http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2013/saopaulo/trilha-python#programacao

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Rodada Hacker

https://ericstk.wordpress.com/2013/07/31/rodada-hacker-mulheres-aprendendo-a-programar/

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Grupy – SP

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Ps: Nesse dia dei minha primeira palestra mas não tenho foto =/

Sprint Opps CMS

https://ericstk.wordpress.com/2013/11/19/sprint-opps-cms-em-sao-paulo-yacows/

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Rupy

http://rupy.com.br/

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Intercon 2013

http://intercon.imasters.com.br/evento/intercon-10-anos/

Pycursos

https://ericstk.wordpress.com/2013/09/06/simplesmente-python-por-que-voce-deve-conhecer-esta-linguagem/

https://ericstk.wordpress.com/2013/05/30/por-onde-eu-comeco-a-aprender-python/

E tem alguns outros que encontrei o pessoal e não me recordo muito bem.

Onde quero chegar com isso?

Nesses eventos você não aprende só sobre Python ou Ruby, aprende tecnologia, empreendedorismo, história, arte, comunidade e muitas coisas. Comentei ontem no Rupy que foi o ano que mais conheci pessoas, pude ajudar e ser MUITO ajudado, ter momentos divertidíssimos e tenho certeza que muitos outros virão, pois isso é só o começo. Participe!

Dê a cara e interaja, nunca pensei em Janeiro que conheceria muitas pessoas que admirava seus trabalhos, e felizmente muitos deles são hoje meus amigos. Não posso listar nomes, até porque em algum momento seria injusto, mas tem alguns que tenho devo dar destaque: Bruno Rocha, Thiago Avelino, Luciano Ramalho, Henrique Bastos, Marcel Caraciolo, Renato Oliveira, Danilo Bellini, Alê Borba, Nando Vieira, Vinicius Assef, Fernando Masanori e MUITOS outros.

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Bom final de ano e que venha 2014!

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Como encontrar vagas Python ou de qualquer outra tecnologia? Comunidade!

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Abri essa thread em Setembro, e vejo que existem conteúdos riquíssimos lá, com isso deixar documentado aqui é mais do que obrigação. (http://bit.ly/185HDky)


Estive refletindo sobre uma declaração do Bruno Tikami na palestra da Python Brasil 2011 falando sobre carreira de um programador Python, e por sinal é bem interessante e aconselho que todos vejam – http://www.youtube.com/watch?v=7bMmAN8gzZ4

Uma das perguntas no final da palestra foi se há vagas para programadores Python, e um cenário que IMAGINO é que há MUITAS vagas para programadores Python porém não há gente capacitada, as que já são capacitadas estão bem empregados. Porém encontrei problemas também em relação a divulgação e controle das vagas que estão disponíveis por aí, com isso criei uma iniciativa própria de poder acompanhar como está o mercado, não é o ideal porém é a minha forma de algum jeito poder ajudar. Já foi aberto uma chamada aqui na lista também falando a respeito. Deixo aqui 3 textos que ilustram melhor minhas ideias.

Vagas para programadores Python, onde encontrar –http://bit.ly/17lE2uN

Vagas de Python –http://bit.ly/15jjqis

Python nas universidades e o mercado de trabalho –http://bit.ly/19lChxI

Aonde quero chegar?

Acredito que há um enorme mercado crescendo, e em alguns aspectos já existem cases de sucesso brasileiros, como por exemplo o Jusbrasil ou a Globo.com, porém em outras empresas que também desejam implementar Python em seus projetos não há programadores que possam estar tanto ensinando como aplicando. Como comentado no artigo da Pycursos que 2 empresas falaram que encontram dificuldades para achar, não tenho ideia de como pode ser de forma generalizada.

Então a pergunta: Sim, há vagas, e muitas vezes elas permanecem por muito tempo abertas pois não há programadores correspondendo a demanda, então qual seria a forma de podermos mudar esse cenário? Até porque cursos de qualidade não faltam, como comentei aqui nesse artigo(http://bit.ly/12NLURE).


Henrique Bastos

Maneiro o tópico!

Dei uma olhada nos links e pensei um pouco. Não tenho conclusões à apresentar, mas vou compartilhar um pouco a minha percepção.

A primeira dúvida que veio a minha mente é: Existe um problema a ser resolvido? Não tenho certeza disso…

De fato existe uma demanda crescente por programadores Python. Cada vez mais empresas estão contratando, e isso é ótimo! Eu mesmo já tive que correr atrás de “programadores capacitados” e na época (2008/2009) até divulguei uma vaga no meu blog. Encontrei alguns ótimos programadores que hoje são grandes amigos. Encontrá-los não foi mais difícil do que seria encontrar um bom programador em qualquer linguagem.

Naquela época eu não participava ativamente da comunidade. No entanto, encontrar esses caras era a *minha* responsabilidade, e isso me levou à PythonBrasil 2008, no Rio, após um convite do Cláudio Berrondo que se deparou com um dos posts no blog. De lá pra cá tudo ficou muito mais fácil.

Moral da história: Se você quer praia, vá pro Rio de Janeiro; Se quer pinga da boa, vá pra Minas Gerais; Se quer Pythonistas, vá para a PythonBrasil ou qualquer outro evento da comunidade!

A pergunta que me deixou realmente curioso é outra: É difícil um programador se colocar no mercado de Python? Independente da experiência?

Pra mim, o fator comunidade é fundamental novamente. Percebo que as melhores oportunidades chegam por indicação, e quem indica o seu trabalho é a sua comunidade.

Mas como podem te indicar se não te conhecem? Ou se vc é novato?

Independente do grau de experiência, o importante é interagir. Articulação normal, como em tudo na vida. Somos seres sociais. Um bom exemplo pra mim é a própria trajetória do Eric, que está no início da sua vida com Python, mas participa e compartilha seu caminho de aprendizagem. Foi assim que o conheci, e quando a oportunidade chegou, pude convidá-lo para um projeto. Novamente, comunidade.

Moral da história: Se vc quer surfar, não adianta só comprar revistas de surf e ficar lendo no intervalo do futebol. Tem que dar umas fugidas e ir pra praia, interagir com pessoas que compartilham o mesmo interesse.


Andrews Medina

Olá,

Estava pensando sobre o tópico e meu pensamento é semelhante ao do Henrique.

Desde que comecei a trabalhar com Python sempre teve vagas em aberto e isso não acontece apenas para Python. Eu concordo com o Henrique que a comunidade e os eventos são os melhores lugares para quem está procurando profissionais e para quem está procurando vagas.

Mas ainda assim sobram vagas. Mesmo nas empresas que participam ativamente da comunidade.

Eu acredito que um dos motivos é as empresas geralmente procuram desenvolvedores com experiência. E para quem esta começando em Python isso parece complicado.

Qual a solução então? Através da comunidade. Através de projetos open source. Contribuindo com projetos open source você vai ter oportunidade de provar publicamente sua experiência e aprenderá muito
e um pouco mais. 🙂


Henrique Bastos

O Andrews mencionou pontos interessantes: (1) como se tornar um programador experiente em Python?  (2) pq as vagas continuam abertas?

Existe uma diferença grande, na natureza do ecossistema Python, pelo fato de ser uma tecnologia feita de pessoas para pessoas, e não de empresas para empresas. Não existe um agente motivador externo. Aprende Python quem tem curiosidade para aprender Python. Não existe um orçamento de propaganda, não existe uma certificação a ser comprada.

Lembro de ter participado de discussões onde o consenso era “Python precisa de melhor marketing”. Eu já concordei com isso, mas hj penso que não.

Está claro pra mim que em um mundo altamente conectado, o melhor marketing, o único marketing, é o boca-a-boca. E a matéria prima para o marketing boca-a-boca é o compartilhamento do presente.

Quando vc compartilha algo interessante que vc pensa, fez ou aprendeu, naturalmente a coisa se espalha pela rede.

Então acho importante reforçar a sugestão do Andrews sobre participação em Open Source, mas acrescento que o importante é “compartilhar o seu presente”. Acho isso mais importante do que compartilhar o que se sabe, pois permite que vc compartilhe também muitos outros aspectos, como o que não sabe, o que quer saber, e por aí vai. Sem medo de parecer novato, sem preocupação de não parecer “profissional”, sem pretensão de parecer “guru”. Apenas compartilhe.

Quanto ao item 2, sobre as vagas que permanecem abertas, penso que existem duas ações básicas possíveis: aumento do salário para tornar a oferta mais interessante; formar os seus próprios programadores experientes.

No fundo me parece um problema de gestão e não um problema de mercado.

Se aumentar o salário não é possível, existem muitos outros fatores, tangíveis e intangíveis, que podem tornar a vaga mais atrativa.

Já sobre formar os devs, pode se pensar que “isso não é papel da empresa”. Eu discordo. Penso que o papel da empresa é viabilizar o lucro.

Não é difícil imaginar contas envolvendo custos de oportunidade (dinheiros que vc poderia ganhar, mas não ganha pq não tem devs) que justificariam investimento em formação.

Se uma empresa não consegue contratar mais devs e também não consegue formá-los, a solução pode ser outra, como tornar seu processo produtivo mais eficiente, fazendo mais com a mesma quantidade de devs.

Enfim, ao empreender, é importante o sentimento de que o problema não é externo, não é o mercado, o problema é sempre seu, com o seu contexto. E só vc vai poder adaptá-lo.


Vinicius Assef

Bem, eu sou um exemplo do quê a comunidade pode fazer por um cara que
não sabe nada de Python e quer entrar nesse mundo.

Minha história é longa. Para quem me conhece, sabe que estou nessa estrada de desenvolvimento há muito tempo, mas não na estrada de Python. Eu vim de outro ambiente tecnológico e mudei há alguns anos.
Posso dizer que concordo totalmente com o Andrews e com o Henrique: participe. Bem, eu sou muito cara de pau e vou me metendo em vários ambientes. O Andrews que diga isso. hehehe 😛

Aprendi a ser assim depois que vi que as pessoas que sabem e têm confiança em seu conhecimento, não se importam em ajudar os novatos.
Viva o mundo open source por isso. Hoje eu consigo até ajudar algumas pessoas, apesar de ainda ter um montão de dúvidas sobre um montão de assunto.

Mas a situação sobre o mercado de trabalho para Python é uma coisa que ainda me incomoda um pouco e foi motivado por isso que inscrevi a palestra que ministrarei na Python Brasil desse ano.


Patrick Mazulo

Ao ler a opinião do Andrews Medina ao falar sobre a questão do ganho de experiência, e iterada pela fala do Henrique Bastos, nasceu-me uma dúvida sobre este assunto de projetos Open Source. Creio que eu fuja um pouco da temática da discussão.

Concordo plenamente com vocês com o fato de que uma maneira efetiva de ganhar experiência seja através de prática, tanto no que diz respeito a lógica e uso da linguagem, quanto de estar trabalhando em equipe. (e aqui começa a minha humilde opinião) Porém, creio que a maior dificuldade dos novatos (assim como eu), seja de achar um projeto desses, ou até mesmo conhecer algum. Resumindo o que eu venho a destacar, é perguntar se haveria um site ou local onde estariam listados projetos Open Source, sendo que neste ambiente um contribuidor escolheria com o qual está mais familiarizado, e assim entrar no projeto. Se não, acho que seria uma boa ideia. Peço desculpas pela fuga do assunto, mas não poderia perder a oportunidade. No mais, aprendi muito (muito mesmo) com esta discussão.


Vinicius Assef

Patrick, novamente a dica é: interagir.

Envie email pra lista, pergunte quem tem algum projeto open source.

Conte qual é sua área de interesse.

Assim você vai conhecer pessoas e elas vão te conhecer.

Se você não encontrar nenhum projeto que lhe interesse, comece um e divulgue.

Como já dizia o saudoso Abelardo Barbosa, Chacrinha, “quem não se

comunica, se trumbica”.


Eu

Esse link que o Rodrigo Amaral me encaminhou acredito que possa te dar uma ideia melhor sobre como colaborar – https://github.com/thekarangoel/Projects

Eu passei por essa ‘crise’ e ainda em partes estou passando. Sou iniciante/intermediário em programação, digo intermediário porque tenho muita questão teórica, porém pouco prática. Infelizmente parte do meu tempo não permite que possa estudar o tanto quanto gostaria, acredito que esse artigo possa ‘iluminar’ um pouco suas ideias Patrick (http://bit.ly/12yuNDc).

Quanto a questão do mercado, tanto o Henrique como Andrews iluminaram minhas ideias em relação a vagas, porém a questão de que há falta de mão de obra qualificada ainda persiste em minha mente. Entendo que é necessário estar atuante na comunidade, que colaborar em projetos open source é um ótimo medidor de qualidade de código, e que também felizmente temos diversos cursos de alta qualidade, porém ainda sinto que falta uma forma para que programadores, principalmente iniciantes possam ingressar com mais facilidade no mercado de trabalho. Ou será que minha ideia está errada?


Gustavo Carvalho

Tentando não fugir muito da ideia principal da discussão, só queria ressaltar a importância da comunidade.

Como o Henrique falou, o lance é se envolver, não tem segredo.

Participando da comunidade, se envolvendo é mais fácil de as oportunidades aparecerem.

A oportunidade de conhecer pessoas de diferente “níveis” de conhecimento, que podem te ajudar com a maior da boa vontade, ou que podem pedir a tua ajuda é muito bacana.

Ainda mais, a oportunidade de sentar na mesa de um bar trocar ideia com essa gente é uma coisa fantástica, e é aí que surgem as boas oportunidades (acredito eu).


Andrews Medina

(Eu)

> Quanto a questão do mercado, tanto o Henrique como Andrews iluminaram minhas

> ideias em relação a vagas, porém a questão de que há falta de mão de obra

> qualificada ainda persiste em minha mente. Entendo que é necessário estar

> atuante na comunidade, que colaborar em projetos open source é um ótimo

> medidor de qualidade de código, e que também felizmente temos diversos

> cursos de alta qualidade, porém ainda sinto que falta uma forma para que

> programadores, principalmente iniciantes possam ingressar com mais

> facilidade no mercado de trabalho. Ou será que minha ideia está errada?

De onde vem esse sentimento que ainda falta algo? E do que sente falta?

Eu acredito que a essência é essa que já estamos falando por aqui. A comunidade é a cola para unir desenvolvedores e empresas.

A melhor forma para achar bons desenvolvedores é na comunidade e em

projetos open source. E acredito que essa é uma forma de desenvolvedores encontrarem empresas também.

Hoje em dia já temos empresas com projetos e produtos open source.


Renzo Nuccitelli

Compartilhando do que o Henrique comentou, eu aprendi primeiro Java e depois Python. Acabei virando entusiasta em minha cidade, Sao Jose dos Campos.

Isso chegou ao ponto de eu ter convencido a última empresa que trabalhei para usar a tecnologia. Lá chegamos a treinar 2 estagiários que sabiam apenas lógica de programaçao em Java.

Além disso, também treinamos um cara Java senior em apenas uma semana. Depois desse tempo, perguntei a eles se voltariam para o Java, e acho que nem preciso dizer a resposta. Assim como eu, redescobriram que programar nao precisa ser chato.

Isso também se repetiu na Fatec de Sao José dos Campos, onde dou aula, com muita gente. O que facilitou foi já ter o Masanori evangelizando por lá.

Dadas essas experiencias, concordo totalmente com o Henrique que com boca-a-boca a gente chega lá, principalmente com quem só viu Java e C e na faculdade. Eu já estou fazendo minha parte!


Fabiano Góes

fala ai galera beleza?

muita interessante essa conversa, eu vivo um certo dilema:

Trabalho com desenvolvimento desde 2000, e já passei por algumas linguagens, hoje tenho até um salário razoável que consigo manter minha família, mas não trabalho período integral com Python. Amo desenvolver software e a +- 1 ano comecei programar Python em meus projetos pessoais, cara, não me lembro em época nenhum me ver tão empolgado com uma linguagem como me vejo hoje com Python/Django.

Adoraria trabalhar com Python no período integral mas ai vem o problema: apesar de trabalhar com desenvolvimento a um bom tempo estou em Python a apenas 1 ano ai pergunto pra vocês Empreendedores e Experientes no mercado Python, como uma empresa me consideraria me candidatando a uma vaga para Programador Python?
O meu dilema é conseguir entrar no mercado Python com no minimo o mesmo salário que tenho hoje.

Sei que envolve uma serie de fatores, mas fica aqui apenas uma espécie de um desabafo de alguém que amo desenvolver, está apaixonado por Python/Django mas também precisa manter sua família.

um abraço a todos e valeu por esse tópico tão bacana.


Fernando Macedo

Olá Fabiano, tudo bem?

Cara… me identifico muito com você! Minha história é bem parecida.

Comecei a programar em 2000 e bolinha, como freela e em PHP. Migrei para desktop (snif…) em Delphi (snif again…). Conheci o Python quando resolvi investir em web novamente, com projetos em meu tempo livre. Em 2009 fiz um curso de Python e Django com o Luciano Ramalho.

Em 2010, integrando Python com Delphi, introduzi Python como linguagem de script no sistema da empresa, onde também o utilizamos para os relatórios. Esta iniciativa virou uma palestra como case de sucesso no TDC2010 São Paulo [1].

Em 2011 participei da PythonBrasil, foi uma experiência incrível! Descobri o melhor recurso built-in da linguagem: A comunidade.

Aqui já enfrentava este dilema: Como começar a trabalhar com Python mantendo os mesmos ganhos de um Sênior em outra linguagem? Fiz vários cursos, de web2py com o Bruno Rocha, Objetos Pythônicos e Python Para Quem Sabe Python do Luciano Ramalho, além de minhas pesquisas pessoais.

Fiz mais alguns projetos pequenos, em 2012 me tornei sócio em uma Startup que utiliza Python/Django (e que ainda não dá dinheiro…). Neste período, ainda em 2012 a empresa onde trabalho foi comprada por um grupo americano.

No começo de 2013 decidimos mudar de linguagem para novos produtos, e perguntaram para os desenvolvedores quais linguagens nós queríamos, para indicarmos 3 opções. Subiu para a diretoria, em ordem: Python, Ruby e Java. Desceu o que? O que? Somente Java.

Já estamos com Java há 8 meses, e não convenceu. Neste período consegui emplacar mais alguns projetos em Python, alguns com o tempo e qualidade recordes para os padrões da empresa. Um destes projetos, surgiu de uma biblioteca que criei para extrair dados de documentos semi-estruturados, o raspador, que irei apresentar na PythonBrasil deste ano [2].

Durante todo este tempo ministrei várias palestras internas para a equipe, e há 1 mês conseguimos um espaço de 3 horas semanais, onde estou organizando um grupo de estudos em Python com Django e web2py para a equipe de desenvolvedores. Seguimos várias referências da comunidade, e estou escrevendo um tutorial em paralelo para acompanharmos nas aulas [3].

Semana passada fui informado que estão cogitando utilizar Python de forma mais abrangente e oficial na empresa, inclusive com capacitação da equipe in-company. Creio que em 2014 não será mais necessário ter que pedir para usar Python em um projeto por aqui!

Acho que virar evangelista acontece em certo grau com qualquer um que chegou ao Python depois de um longo período em outra linguagem, no meu caso, não foi diferente.



Resumo:

Sinceramente há uma aula aqui em cima sobre como qualquer comunidade trabalha, sendo através de conexões dentro da comunidade. Acredito muito que vale a pena a força de vontade, até porque com disposição e dedicação a pessoa naturalmente vai longe. Deixe nos comentários suas considerações e experiências.

Sprint Opps CMS em São Paulo – YACOWS

Aconteceu nesse Sábado(16/11) o primeiro sprint do Opps CMS com o Thiago Avelino e o Bruno Rocha, estavam presentes o Fernando Macedo e o Luiz Menezes. O local no qual a YACOWS tem escritório fica no Plug’n work, local bem bacana com compartilhamento social com diversas outras empresas.

Primeiramente o Thiago nos apresentou como funcionava o Opps CMS, a organização, hierarquia de estrutura e seus requisitos de sistema, além de mostrar aplicações reais do painel de gerenciamento através de uma demo live.

Logo após o Bruno se juntou a nós e deu ideias das issues que o projeto necessitava ajustar e com isso foi decidido que poderíamos implementar o sistema de comentários de diversos serviços como Facebook, Disqus, Intensedebate e um formulário próprio de comentário.

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Pouco a pouco sendo implementados de forma colaborativa no qual cada um tinha o direito tanto de opinar sobre a direção do projeto como criar diretamente as linhas de código que eram exibidos em uma televisão.

A pausa para almoço foi interessante pois houve a oportunidade de todos poderem compartilhar o que faziam, projetos e trabalho, além de discutir a respeito sobre as características sobre programação e Python.

Voltando a ativa, o sistema precisava funcionar, tendo o Thiago criando a API do sistema para que houvesse a integração do sistema e continuando a colaboração contínua do projeto, e tinha cerveja para a galera 🙂

No final do dia o sistema estava pronto, claro que necessitando de mais implementações que serão trabalhadas no decorrer do tempo, e então novamente houve outro bate papo sobre as novas implementações que o sistema necessita e ideias do que pode melhorar, além de encorajamento e incentivo para colaborar com o projeto.

O Opps CMS já é uma realidade, trabalhos de grande porte como o portal da Jovem Pan e Virgula mostram que o CMS tem capacidade de suportar diversas requisições, e com as facilidades que Python/Django oferecem com o custo/benefício grande, além de ter uma equipe de colaboradores capacitados.

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My opinion: Foi show de bola acompanhar um projeto open source no qual já existem aplicações reais e ver que já está enorme, repleto de pessoas que estão dispostas a te ajudar, e para colaborar com o projeto não é necessário conhecimentos avançados, apenas disposição é mais do que suficiente. Irão acontecer outros sprints e indico a todos que forem de São Paulo ou se puder vir de fora comparecer, a troca de informações e experiências é sensacional, além de conhecer mais afundo sobre o CMS e aprender MUITO com todos.

Python ou Ruby: Quais são as diferenças e o mercado de trabalho

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Antes de tudo, o texto expressa minhas opiniões e conhecimentos a respeito, se caso falar alguma bobagem, me corrija por favor, tenha certeza que foi sem intenção. E não deixe de colocar seus comentários abaixo, sua voz é muito importante e enriquece ainda mais o conteúdo.

Veja algumas referências

http://www.wikivs.com/wiki/Python_vs_Ruby

http://c2.com/cgi/wiki?PythonVsRuby

http://bitboxer.de/2012/10/03/ruby-vs-python/

Muitos que estão entrando na área de programação sempre perguntam: Existe mercado para programadores Python? Tanto que o Vinicius Assef esse ano na Python Brasil falou a respeito, e acredito que será de grande valia que veja o vídeo antes de prosseguir a leitura.

Então o ponto que foi levantado é que sempre surgem vagas para pessoas dispostas, que não tem medo de falar a verdade e procurar correr atrás do prejuízo. Esse tipo de atitude podemos levar não apenas para programação, mas sim como lições de vida que devemos seguir para alcançar o sucesso e objetivos.

Python e Ruby são linguagens muito parecidas e também completamente diferentes, filosofias similares porém diretrizes divergentes, assim como comunidades amplamente ativas mas distantes. Sei que a metáfora acima é meio besta, mas acredito que deu para entender mais ou menos.

Perguntei para o Fabio Akita sobre as comunidades Python e Ruby, e a definição que deu abriu minha mente para entender como o mercado funciona: “Comunidades Python e Ruby tem filosofias similares, caminhos concorrentes, porém andam separadas e raramente se cruzam”. Desculpe, essa conversa foi em Janeiro, talvez tenha distorcido algo mas a ideia é essa.

Muitos falam que programadores Python tem brigas com o pessoal de Ruby, BULLSHIT. Conheço diversos programadores Ruby que sempre me receberam de braços abertos, mesmo sabendo que sou um amante de Python, e vice-versa. Claro que pode ocorrer desentendimentos, porém isso ocorre pessoalmente, nada atrelado a comunidade, tanto que o Rupy está aí para desmitificar tudo isso.

A questão do mercado de trabalho entre eles são muito diferentes, pelo menos na minha visão se formaram assim:

Python está presente no mercado há muito tempo, com o Plone instalado em aplicações do governo, ou projetos web não muito conhecidos, existindo diversos cases de sucesso pelo Brasil afora, com comunidade ativa e colaborativa, tendo uma associação no qual se pode basear e ter apoio, além de diversas fontes de estudo e boa documentação através dos frameworks que existem.

Assim como qualquer outro mercado, programador Python geralmente quem sabe está empregado e ganhando bem, isso é irrelevante da linguagem, enfim, e se baseiam através de indicações para contratação, raros os casos dos quais são abertos as vagas em murais de empregos. Ou seja, quer um emprego de Python, conhecer pessoas da comunidade, colaborar e ‘ser visto’ são fatores importantes para que possa arranjar um emprego.

Há vagas Python? Sim, mas não adianta querer falar que tem em todo lugar pois isso seria mentir, devido ao PHP ter mais projetos legados, é muito mais recorrente trabalhar com ele ao invés de Python, mas com a possibilidade de trabalho remoto em certo ponto isso se torna meia verdade. A Yacows por exemplo tem o Rael e outros que moram na outra ponta do país e trabalham bem.

Já o mercado de Ruby se iniciou no Brasil por volta de 2006 a 2007, muito dos programadores Java na região Sudeste ficaram surpresos com a facilidade e velocidade de criação de um blog em 15 minutos com um tal de Ruby on Rails, e sendo assim diversas outras pessoas tiveram interesse e houve um crescimento conjunto, tendo como Fabio Akita um dos maiores responsaveis e evangelizadores.

Muitos podem pensar que o mercado de Ruby tem mais vagas e oportunidades de trabalho, e em certo ponto é verdade, mas não quer dizer que só porque tem um monte você deve seguir o grupo. Tem um excelente conjunto de ferramentas e boas práticas, utiliza frequentemente novas tecnologias e contém conteúdo de qualidade espalhado pela internet para aprender.

A verdade é que qualquer profissional bom sendo independente da área sempre encontrará trabalho, e se você está encontrando dificuldades para arranjar emprego, saiba que faltam algumas coisas para que alcance seus objetivos.

Como comentado anteriormente, são linguagens com filosofias, comunidades e sintaxes parecidas, mas ser parecido não é ser igual, veja esse slide abaixo falando sobre Python para programadores Ruby que é bem interessante.

https://speakerdeck.com/mleone/python-for-ruby-programmers

E veja também o Bruno Tikami falando sobre como ganhar dinheiro com Python

Onde quero chegar com tudo isso?

Não importa qual caminho escolher, sendo em Python ou em Ruby saiba que está em excelente caminho, seja um Rubysta ou Pythonista, se você souber dosar o que de cada uma tem de melhor com certeza encontrará oportunidades de projetos sensacionais.

Não seja extremista e falar que apenas uma resolve todos os seus problemas, quanto mais ferramentas e tecnologias souber, melhor será o resultado para seu cliente. Eu me identifico mais com Python, porém admiro em muitos pontos e frequento assim que possível eventos do pessoal de Ruby, a pluralidade é fundamental para o enriquecimento do seu conhecimento.

Espero ter ajudado um pouco, e não esqueça de comentar abaixo suas opiniões. Leiam também o artigo do Matheus que me inspirou a fazer esse texto – http://matheus.me/2013/11/11/python-mercado/

Vídeos das palestras da Python Brasil 2013

Python Brasil

Os vídeos da Python Brasil estão começando a ser lançados pouco a pouco, e confesso que me surpreendi com a qualidade deles, estão bem melhores do que os outros anos, infelizmente IMO peca em relação aos slides pois não conseguimos acompanhar simultaneamente, porém os palestrantes em sua grande maioria disponibilizou no slideshare. Deixarei aqui algumas palestras que me chamaram atenção, se caso houver outras que você ache interessante, por favor diga nos comentários.

Conversando com as pessoas que participaram do evento disseram que foi sensacional, gostaria de parabenizar a Tânia e os outros organizadores, palestras interessantes, treinamentos voltados para iniciantes, boa integração. E também desejo parabenizar a nova diretoria que o Marcel Caraciolo como presidente, Renato Oliveira como Diretor de tecnologias e Filipe Ximenes como Diretor de marketing, e outros que não sei ainda. Tenho certeza que farão um excelente trabalho e que Python tende a crescer muito com vocês direcionando a comunidade.

Quer ganhar 10k+ por mês? Pergunte-me como! – Bruno Tikami

Pyramid – O framework web para todos – Rudá Porto Filgueiras e Robson Peixoto

Escrevendo melhores testes no Django com o Model Mommy – Bernardo Fontes

Customizando Admin Django – Gustavo de Carvalho Sales

Testes pythonicos com py.test – Vinicius Assef

Ainda existem muitas outras por vir, assine o canal e acompanhe.