#7Masters – Encontro de Pythonistas falando sobre seus projetos em 7 minutos

Para quem não conhece, em São Paulo temos o Imasters, um portal de notícias sobre tecnologia em geral feita repleto de artigos de diversas comunidades. Há um bom tempo frequento, seja para assistir palestras ou coding dojos, e um dos locais que ocorreram os recentes encontros do Grupy-SP, e o Garoa Hacker Clube também.

No último mês ocorreu a segunda edição do 7Masters de Python, repleto de palestras divertidas e de conteúdo riquíssimo. Deixo a dica para a galera conhecer o trabalho do pessoal e o que a comunidade anda fazendo e criando com a tecnologia.


AudioLazy com Danilo Bellini

Projeto sensacional no qual acontece a síntese de sons instantaneamente apenas com código Python, tendo diversas aplicações para trabalhar, seja para captação de tons, mudança de síntese em guitarras e diversas outras.


Jornalismo.Extend com Marco Túlio

Marco é um jornalista sem qualquer formação em programação, tendo uma necessidade de captar informações de diversos portais espalhados pela internet, criou um programa para raspar essas informações e coletar de forma rápida e inteligente.


Software Brainiak com Rodrigo Senra

Rodrigo mostrando como na Globo.com faz para conectar informações de famosos com suas antigas postagens, criando uma rede conectada sobre tudo o que o famoso fez ou o que aconteceu com ele.


QuokkaProject com Bruno Rocha

Pensando em como criar uma opção simples de CMS em Python, Quokka Project é um CMS feito em Flask e MongoDB.


 Processamento distribuído com R com Rafael Novello

Rafael mostra como trabalhar com Python e Celery na prática, criando programas de forma distribuída e assíncrona.


Sistema de educação para conteúdos educacionais com Giovani Liberato

Pensando em criar sistemas de educação para conteúdos educacionais, Giovani comenta sobre seu projeto de graduação e como está o processo de desenvolvimento da plataforma.


Projeto ” Para Quem Doar “ com Alê Borba

Em um hackaton de API’s, Alê Borba junto com outros amigos criaram um projeto feito em Flask para facilitar as formas como as pessoas podem doar seus objetos.

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Como aprender Python e Django em 6 horas

Para quem não sabe, nos Estados Unidos ocorreu uma das maiores conferências de Python no mundo, a Pycon. E uma das pessoas que mais citei link de indicação, o Fernando Masanori foi um dos palestrantes do evento o/.

E uma das coisas bacanas são as oficinas, voltadas para iniciantes que desejam conhecer mais sobre a linguagem e suas características.

E como aprender rapidamente Python e Django? Botando mão na massa!

Jessica Mckellar, atual diretora da Python Software Foundation, uma das maiores entusiastas da tecnologia fez um hands-on sensacional de como aprender Python.

E Kenneth Love, o autor do Getting started with Django, uma série bem completa ensinando como começar seus projetos com Django.

Pyladies: Grupo internacional para ajudar mulheres a tornarem-se ativas e líderes da comunidade de código aberto Python | Gabriela e Katyanna

No último dia 29 houve o encontro das Pyladies Brasil em Natal/RN, um grupo internacional com o foco em ajudar mais mulheres a se tornarem líderes de comunidades Python de código aberto, criar um ambiente envolvente e inclusivo para mulheres que desejam ingressar e conhecer sobre tecnologia. E com isso conversei com a Gabriela e a Katyanna que foram umas das organizadoras para falarem sobre a experiência do evento.

Gostaria que se apresentassem e falar um pouco sobre vocês

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Eu sou a Gabriela, tenho 19 anos, curso o Bacharelado em Tecnologia da Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e acabei de concluir o técnico em Informática no Instituto Federal do RN. Sou definitivamente apaixonada pela minha área. Amo programação, desenvolvimento, tecnologia… realmente, não tenho para onde fugir. Nem sempre tive essa certeza do que fazer profissionalmente e no início até resistir a possibilidade entrar no curso de TI, mas percebi que era nisso que eu me sentia feliz e que eu tinha prazer. Agora que estou junto com as meninas no PyLadies, sinto que fiz a escolha certa.

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Katyanna Moura, 20 anos. Queria ser bailarina, depois mudei para escritora e me decidi por Engenharia Mecânica. Entrei no IFRN para estudar Operações Comerciais no ensino médio técnico e descobri a existência de programação de softwares por lá. Achei legal, me decepcionei com o “Hello World”, mas meus olhos brilharam depois do programinha que resolveu o raio da circunferência. Decidi fazer Engenharia da Computação para depois me especializar em robótica. Mudei de idéia, fui para o curso de Tecnologia da Informação e estou aqui agora. Me juntei à dois amigos do IFRN e juntos administramos os maiores portais de empregos e estágios do RN, criamos a primeira de Feira de Estágios do estado e fundamos uma agência de publicidade. Trabalho como redatora, analista de mídias sociais e monitora de inglês. Ainda tenho aulas de ballet. “Not all those who wander are lost.” (:

Quais foram as motivações para criar um evento da Pyladies no Brasil?

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Gabriela: O porquê de termos tão poucas meninas na área tecnológica. Acho que esse foi o principal motivo que nos fez sair do canto e pensar em mudar. Não entendemos o que houve ao longo da história que fez com que as garotas se assustassem tanto e fugissem disso. Temos grandes nomes como Ada Augusta Byron, Grace Murray Hoper, Radia Joy Perlma e muitas outras que marcaram a linha do tempo da computação e que deveriam ser exemplos para mais meninas entrarem nesse mundo… mas infelizmente poucas conhecem a histórias dessas mulheres. O PyLadies existe para ser um motivador, uma ponte para levar garotas ao mundo da programação. Nosso propósito não é criar ilhas, ou afastar as garotas dos meninos, ou ser um grupo sexista, queremos somente mostrar que mulher pode sim mudar o mundo mesmo sem seu “código fonte”. Não importa o seu sexo, isso não define sua escolha profissional nem limita sua capacidade intelectual, isso é algo que depende somente de você… Yes you can! \o

Katyanna: Um belo dia fui à um dojo da potilivre e vi uma menina falando sobre o PyLadies. Achei incrível ter outra menina ali e ainda mais estando tão envolvida com a coisa, então quando ela me chamou para falar do projeto, eu já estava completamente encantada pela ideia. A área de T.I. é dominada pelos rapazes hoje e isso acaba assustando as garotas. Quando você se coloca lá na frente e traz mais um monte de mulher para falar que a gente também faz parte disso e faz coisas incrivelmente legais, essa imagem de “tecnologia é para garotos” se quebra e abre portas para as moças que estavam em cima do muro.

Tiveram grandes nomes femininos palestrando, quem colaborou e quais foram os assuntos abordados?

Gabriela: Nós tivemos a Professora Adja Ferreira, da UFRN falando sobre o fato da tecnologia ser uma coisa para mulheres também. Logo apos ela, a Camilla Crispin, que é Consultora de Desenvolvimento da ThoughtWorks e trabalha com projetos em ambiente ágil, e falou um pouco sobre a participação feminina na área, deu várias dicas para as garotas e falou um pouco sobre alguns dos problemas sofridos por algumas de nós no meio tecnológico, como a síndrome do impostor.Depois tivemos duas palestras, uma dada pela Débora Azevedo sobre Python (ela já é um fruto do PyLadies, é uma de nossas monitoras), e a última dada por mim sobre o framework Flask.

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Adja Ferreira
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Camila Crispin
Débora Azevedo
Débora Azevedo
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Gabriela Cavalcante

Qual foi o feedback dos participantes? O que lhes surpreendeu?

Gabriela: O feedback foi realmente incrível. Tudo foi muito surpreendente, a quantidade de meninas que compareceram, o empenho delas em aprender algo totalmente novo, e como o evento repercutiu. Ouvir delas que o evento foi ótimo e que elas estão ansiosas para os próximos, nos mostrou que todo o trabalho valeu a pena. Além disso foi incrível vê-las festejando por cada conquista que vinham tendo, por terem conseguido ver o resultado do código no navegador, por terem feito um “Hello World”… isso foi encantador.

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Por que Python? O que a linguagem trouxe de facilidade para ensino de programação a pessoas sem qualquer conhecimento?

Gabriela: Python é uma linguagem que está sendo cada vez mais utilizada, é poderosa e extremamente fácil de assimilar. Além disso, a quantidade de materiais, cursos, aulas que podemos ter acesso é enorme, inclusive o curso que utilizamos para treinar as monitoras foi o Python para Zumbis, um material de qualidade oferecido gratuitamente a que se interessa. E ainda tem o fator da comunidade PyLadies já trabalhar com Python, unimos o útil ao agradável. A linguagem é realmente muito boa para trabalhar com quem esta iniciando no desenvolvimento, e para aqueles mais experientes, ela é robusta o bastante para ser usada em seus projetos.

Quanto foi importante o apoio da comunidade para a realização do evento?

Gabriela: Não poderíamos ter feito isso sozinhas. Tivemos o apoio da comunidade local, a PotiLivre, que nos ajudou com treinamento, organização, suporte… tivemos a contribuição da Thoughtworks também, tanto para a palestra com a Camilla, como com pessoas para a monitoria para ajudar as meninas durante o evento, o Ronualdo e a Ana Clara Lacerda ficaram conosco correndo para um canto e para outro, e recebemos muitos conselhos e dicas extremamente importantes, o Ricardo Garcia e muitos outros da empresa foram bem pacientes com a nossa inexperiência com algumas coisas e nos fizeram crescer bastante. Além disso, fomos extremamente incentivadas pelo pessoal da Evolux, uma empresa regional que vestiu a camiseta do PyLadies literalmente. E também há a própria comunidade PyLadies, as meninas de outros países sempre tiraram nossas dúvidas, elogiavam, criticavam, sugeriam… demonstraram o real sentido da palavra comunidade. E as meninas que estavam na monitoria aqui do evento também suaram a camisa para fazer tudo dar certo, temos muito a agradecer à elas, e a várias outras pessoas que ergueram a bandeira do PyLadies conosco.

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E por fim gostaria que vocês deixassem umas dicas para a pessoas conhecerem os projetos da Pyladies Brasil, envolverem-se na comunidade e considerações sobre o evento em um todo.

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Gabriela: É importante entender o que queremos passar com o PyLadies. Como eu comentei anteriormente, não somos um grupo com propósito de segregar ou de criar ilhas, e deixar as meninas longe dos rapazes enquanto pregamos um discurso sexista (rsrs tá bem longe disso).

Queremos ser um incentivo para elas não se sentirem inferiores ou inseguras. Eu acredito que maior parte da pressão sofrida pelas meninas, muitas vezes parte delas mesmas. Muitas não se acham capazes, ou se sentem intimidades pela grande quantidade de rapazes, ou acham que estão tomando o lugar de alguém que realmente merecia estar lá… ideias totalmente equivocadas, e que queremos por um fim. Se você se sente curios@ e quer descobrir um pouco mais sobre nós, tem a nossa página pyladiesnatal.potilivre.org, ou envie-nos um email para brazil@pyladies.com. Ainda tem nossa página no Facebook, sempre postamos novidade, links com materiais e avisos sobre a comunidade. Teremos várias novidades mais para frente, não pensem que o PyLadies acabou só no primeiro encontro! Mensalmente teremos reuniões, encontros, formais e informais para falar de programação, tecnologias, novidades, maratonas, fofocas… 🙂 Fiquem atentos e se envolvam, posso garantir que não vão se arrepender.